quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - Férias


Feliz 2012


O Blog do Talarico vai dar uma parada, neste fim de ano, para recalibrar as ideias e as postagens. 


Agradeço e muito a leitura de todos e espero que este trabalho tenha servido para criar um espaço de reflexão e fuga do habitual na internet.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Futebol em 2011 foi bom para metade dos grandes paulistas


No futebol, 2011 começou mal e terminou bem para um time: o Corinthians. Depois de passar pelo maior vexame já visto por um clube brasileiro na Copa Libertadores, ao ser eliminado ainda nas pré-Libertadores para o inexpressivo Deportes Tolima da Colômbia, o alvinegro se restruturaria para fechar o ano com o título brasileiro.

Diferente do time paulistano, o Santos não começou tão bem. O time tinha um desempenho irregular, graças a ele, Adilson Baptista. No entanto, a saída do treinador foi essencial para a mudança de postura. Com Muricy Ramalho veio a consagração com o título paulista e ainda o tri da Libertadores.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ser pão duro: a arte da persistência

Longe de casa, em Aparecida do Norte, um velho senhor, de 65 anos, faz o único passeio que tem aproveitado nos últimos anos. Uma breve viagem de ônibus em direção a cidade que é conhecida como ‘capital do catolicismo no Brasil’. Com ele está seu filho, que aproveita os momentos com o pai e tenta ajudá-lo a aproveitar um pouco a vida, ao invés de apenas guardar seu rico dinheirinho.


domingo, 11 de dezembro de 2011

A vingança de Nelsinho Batista


O Kashiwa Reysol se classificou para as semifinais do Mundial de Clubes. O campeão japonês eliminou a equipe do Monterrey, do México, nos pênaltis, e será o adversário do Santos na busca por uma vaga na final da competição.

sábado, 10 de dezembro de 2011

A imagem mais vista de Dilma Rousseff

Embora seja uma foto comum quando um presidente assume o comando, a imagem dos ministros se tornou mais importante do que as realizações do governo

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quatro anos passam rápido...


Acabou. Uma homenagem a todos os alunos e professores de jornalismo da São Judas que completam um ciclo neste final de 2011



sábado, 3 de dezembro de 2011

O título de um técnico e para um craque


O Corinthians se sagrou pentacampeão brasileiro.

Não foi o time que mais encantou o futebol no país em 2011. Não foi aquele com melhor time, melhor ataque ou coisas do tipo. Mas foi o mais consistente e que soube administrar melhor um torneio de pontos corridos.


sábado, 26 de novembro de 2011

sábado, 19 de novembro de 2011

Ambulante faz 'promoção relâmpago' para vender chocolate

Você já comprou algo na rua ou no trem e se arrependeu depois. Cuidado com preços que abaixam rápido demais


O vendedor entra em um vagão de trem e, depois da partida, ele anuncia: “Vocês viram a barra de chocolate 'AB' no programa da Ana Hickman. É a barra de chocolate ao leite e ao coco crocante, uma barra deliciosa. Essa barra você encontra nos Hipermercados por R$ 4,00. Mas aqui você pode levar cada uma por apenas R$ 2,00. É isso mesmo, R$ 2 a barra. Uma barra é 2 ..."

A Regra é Clara: Para Quem?


O juiz marca pênalti. A bola teria batido na mão do zagueiro que disputava com o atacante. Mas a bola bateu na mão ou o zagueiro bateu a mão na bola?

O pênalti já está marcado e não tem volta.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Callcenter resolve problema de cliente

Foi difícil. Era só para avisar, mas no final tudo deu certo

Parece ficção, mas vamos falar do dia em que o atendente conseguiu ‘resolver’ o problema telefônico. Quem nunca reclamou das centrais de antendimento? Às vezes é pela demora, outras pela falta de simpatia de quem atende e, claro, a mais fantástica ideia de todas: a secretária eletrônica inteligente.

domingo, 6 de novembro de 2011

Vagas para jornalista?

Depois de muito procurar, um profissional encontrou o anúncio no jornal, mas não era aquilo que precisava


Em busca de emprego, um jornalista com anos de profissão busca uma nova oportunidade. Depois de trabalhar em jornais, revistas, rádio, TV e em assessoria de imprensa, ele enfrenta um dilema na valorização de sua área. Mas, de qualquer forma, ainda acredita que encontrará algo.

sábado, 29 de outubro de 2011

Projetos sociais tentam crescer com a internet

Portais especializados em financiamento coletivo ajudam em uma série de iniciativas

As crianças dançam, fazem coreografias e ficam longe dos problemas encontrados na favela Buraco Quente, Jardim Aeroporto, zona sul de São Paulo. Há seis anos o projeto GodLuvDance trabalha com a dança na periferia, porém, a dificuldade em conseguir recursos e apoio de empresas fez a coordenadora do projeto, Danielle Greco, de 29 anos, procurar outras formas de incentivo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Blog do Talarico se classifica para a segunda fase do Top Blog

Obrigado a todos que votaram e fizeram deste blog um dos 100 selecionados para a segunda fase.

Agora apenas 30 se classificam.

Para votar é só clicar no ícone ao lado "Top Blog".

Até a próxima.

Obrigado

domingo, 23 de outubro de 2011

Dormir no Ônibus: a rotina de 'seu' Pernambuco


Com sono. Assim está seu Pernambuco em mais uma viagem no ônibus. De boné e roupa surrada, o senhor segue seu trajeto para casa. Encostado com a cabeça no vidro, ele ocupa um lugar de idoso e é um velho conhecido dos motoristas, que sabem, inclusive, o ponto em que ele deve descer.

domingo, 16 de outubro de 2011

Adilson Batista é demitido do São Paulo


Desde a saída de Muricy Ramalho, a dificuldade da diretoria tricolor em conseguir emplacar um nome de peso no time é clara. Muricy não era tão caro, naquela época, e era bom. Hoje, Juvenal Juvêncio não quer investir alto em treinadores e trouxe os baratos Ricardo Gomes, Paulo César Carpegiani e Adilson Batista. Sem êxito. 


sábado, 15 de outubro de 2011

Chuva na região da Luz: Em busca de proteção



Chove forte em São Paulo. Na região da Luz, as pessoas correm para não se molhar em meio há muita água e vento por todos os lados. Quem cruza a Avenida Rio Branco com a Duque de Caxias não tem muitos abrigos para se acolher. A estação Júlio Prestes e Luz ainda estão longe e enfrentar essa distância com tamanha quantidade de água não é uma boa pedida.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os acessos da linha amarela do metrô

Uma linha arco-íris


As pessoas saem da estação Consolação (que fica na Avenida Paulista) e partem para a rampa com destino a estação Paulista (que ilogicamente só poderia estar na Consolação). A descida automática está parada e o número de pessoas que descem não para de crescer.

sábado, 1 de outubro de 2011

As vozes da linha amarela


Em um trem sem condutor, de quem são as vozes operacionais e por que todos podem escutá-las?

O metrô amarelo parte da estação da Luz, com destino ao Butantã, quando um menino para, olha para o pai, e faz a pergunta essencial.

- Quem dirige o trem?

domingo, 18 de setembro de 2011

O ataque dos pombos

A estratégia dos pássaros em busca da sobrevivência na cidade

Pombos são pássaros de significado estranho. Para alguns, eles são o símbolo da paz. Quem nunca viu a cena das pessoas jogando as aves para o céu, como o símbolo da harmonia em ação.

No entanto, ainda mais em grandes cidades, esses pássaros são perigosos e podem causar doenças. Mas, além de trazer problemas aos moradores, eles são unidos em sua causa: a sobrevivência

domingo, 11 de setembro de 2011

Moradores de rua: Realidades inversas

Enquanto alguns centros oferecem apoio, vários moradores de rua permanecem longe dos espaços públicos criados pela Prefeitura



De um lado, pessoas dormem à tarde, protegidas apenas pelo teto de um posto de gasolina abandonado. Na esquina, um espaço público promete dar outra realidade aos desabrigados de São Paulo. “Tem uma parcela deles que se recusa, pois alguns não conseguem conviver com certo nível de organização”, explica a coordenadora do Centro de Referência Especializado para População de Rua (CREAS POP), Sandra Costa Grandisolli.

sábado, 3 de setembro de 2011

Janelas do Abandono

Enquanto movimentos buscam moradias, prédios seguem abandonados. A revitalização de áreas da região central de São Paulo começou, mas ainda há muito pelo caminho.

Elas estão ali. Paradas, com pichação de cima abaixo, sem vida. Suas janelas são olhos tristes que se perguntam: “O que aconteceu comigo?”. São janelas de um prédio na região central de São Paulo, cujo destino é semelhante ao de muitos outros que estão por ali.

sábado, 27 de agosto de 2011

A cobertura da lâmpada queimada

O calmo bairro do Cardume encontrou uma lâmpada sem luz. Quem pode resolver este problema?

Uma lâmpada se queimou. Desde a noite, a luminária de uma rua no bairro do Cardume estava apagada. A luz que vinha dela compreendia uma parte da rua e deixava escuro um curto espaço da via. Não era um local movimentado e nem perigoso, mas causava certo incômodo. A iluminação do resto da rua seguia intacta. 

sábado, 20 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os anjos dos bêbados

Sorte? Provavelmente ele nem vai lembrar de quem o ajudou.

“Rio Pequeno, esse ônibus ... passa no Rio Pequeno?”A voz vem com extrema dificuldade, lenta. É um senhor completamente embriagado dentro de um ônibus na Zona Oeste de São Paulo. O cobrador com toda a paciência explica. “Não, ele segue a Avenida Corifeu inteira, mas passa ao lado da Avenida do Rio Pequeno.”

“Então não sei se é esse. Mas deve ser...”

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vida de goleiro


Em campo pode ser o jogador mais importante, ou o menos importante. O goleiro pode viver nada em um jogo, quando seu time vence fácil e a bola não chega em sua meta, mas também pode ser o ator principal da partida, seja com defesas ou com falhas grotescas. Ou mesmo, viver isso tudo, como aconteceu com Henrique.

sábado, 30 de julho de 2011

Sé: a Praça do Brasil

Um casal namora, aproveitando o sol na Praça da Sé. A moça faz carinho nos cabelos de seu namorado enquanto ele, deitado com a cabeça instalada no colo da namorada, fica observando o mundo ao seu redor. Eles sorriem e curtem o belo cenário que os cerca.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Deputado na rua. E sem ser em tempos de eleição

Um rapaz com alto falante anunciava, nas proximidades da Praça Antônio Prado, no centro de São Paulo, o movimento contra o novo Código Florestal. Ele falava que a aprovação no Congresso Nacional da nova lei poderia ampliar o desmatamento no Brasil.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Contra o frio, nada como o aconchego do transporte público

Reprodução: O aconchego do transporte.

Terça-feira, dia 28, o mais frio do ano. Os termômetros marcavam 6º C às cinco horas da matina. Desde 2003 não ficava tão frio durante a madrugada. Alguns lugares de São Paulo chegaram a apontar 2,3 ºC. Estado de emergência na cidade.

Mas, como enfrentar esse frio? Que tal, o transporte público?

O campeão da América


O último ingrediente que o Santos precisava era Muricy Ramalho. O time que Muricy Ramalho precisava era o Santos. E ambos vão aprender ainda muito um com o outro, enquanto dure essa relação e enquanto o time praiano manter seus craques.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um pouco menos de morte



Estrada do Campo Limpo, sentido Centro, domingo à noite. Um ônibus atinge um carro e o prensa em um poste. Em decorrência do acidente a via é bloqueada, bombeiros são chamados e o helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado para socorrer a vítima. Não se sabe o estado da vítima.

Ponte João Dias, também na zona sul de São Paulo. Um motoqueiro, que levava sua esposa grávida na garupa atinge a mureta da ponte. Ambos caem na marginal. O motoqueiro ainda é atropelado por um carro. Ninguém sobrevive.

As manchetes dos jornais, muitas vezes parecem um obituário. Um amontoado de acidentes, assaltos, mortes, e todo tipo de desgraça impensável. Isso, logo pela manhã quando começamos o dia, na hora do café da manhã. Tudo é repetido na hora do almoço, e à noite a cidade está em alerta e o Brasil é urgente.

Não que não seja importante mostrar o mal e os problemas que podem afetar qualquer um. Mas ganharíamos muito mais tentando, além de mostrar o lado ruim, explicar como tentar impedi-lo, trazer as opções para melhorar a situação de grandes metrópoles, abordar o que pode ser feito e, claro, denunciar os desmandos do poder público e das empresas que teriam o dever de agir em algumas situações.

A vida do brasileiro já é muito dura para ele ter que ligar a televisão e imaginar que ela é ainda pior.

domingo, 5 de junho de 2011

Volta dos trens anima trabalhadores

O dia em que São Paulo quase parou. Interessante quando ficamos felizes de voltar a ter as dificuldades de antes


Estação da Luz. Terminal serve de integração para três linhas da CPTM (Foto: Paulo Talarico)

Depois do fim da greve geral dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, na quinta-feira, um sentimento novo dominava pessoas dependentes do transporte público.

Por mais que enfrentassem novamente seus vagões lotados, filas e brigas para subir as escadas rolantes, além da disputa até pelo espaço do chão, as pessoas tinham a sensação de que a vida estava melhor.

“Podem dizer o que quiserem, falar o que falarem, mas que faz falta, faz falta”, dizia um operário na Estação Barra Funda. E realmente falta fazem mesmo.

São mais de duas milhões de pessoas utilizando todas as linhas da CPTM. A greve as obrigou a buscar alternativas. Pegar os ônibus já lotados, para estações de Metrô ainda mais lotadas (em Itaquera, quase 1 km de filas). Os metroviários também ameaçaram uma paralisação, mas aceitaram a proposta do governo.

Ainda não houve decisão sobre o reajuste pedido pelos funcionários. O que dá medo. Medo de mais uma manhã de horrores em São Paulo. Afinal, a briga por um aumento digno é o mínimo que os trabalhadores devem fazer.

Por pior que seja, os trens fazem falta. No entanto, é interessante observar que quando as coisas pioram, as pessoas até se sentem felizes, por terem de novo, a vida ruim que já tinham.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A volta do Vasco - Campeão da Copa do Brasil


Um time de renegados. Desacreditado, e campeão.

Do desacreditado Ricardo Gomes, a quem cabe os méritos por organizar a casa e os elogios por finalmente vencer.

De um Diego Souza, também menosprezado em São Paulo e em alguns clubes pelos quais passou, até chegar ao Vasco.

sábado, 28 de maio de 2011

Palavras da Experiência em um Ônibus


"Se as pessoas são felizes, devem passar um pouco da
felicidade que sentem para os outros, pois assim, todo mundo seria mais feliz”

Você dá bom dia, ou boa noite ao motorista do ônibus? É lógico que muitas vezes essa é uma ação que não fará diferença. Ou mesmo, não temos vontade de dar boa noite, pois, qual é a finalidade disso? Outros também preferem ficar em silêncio, pois, não são todos os motoristas que são educados.

Mas e no resto do dia. Você cumprimenta as pessoas?

Certa noite, em um ônibus andando pelas ruas de São Paulo, um senhor comentou com o motorista. “As pessoas não dão mais boa noite”, começava ao perceber que nenhum dos dez passageiros que passaram por ele cumprimentou o motorista.

O motorista não ligou muito, e acha até normal, eis que o senhor explica a função de um bom dia, ou de um simples olá. “Se as pessoas são felizes, devem passar um pouco da felicidade que sentem para os outros, pois assim, todo mundo seria mais feliz”, dizia.

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Paulo Talarico

sábado, 21 de maio de 2011

Coisas Centrais 2

Os artistas que fazem o centro de São Paulo ainda mais original


(Foto: Paulo Talarico)

Quem anda pela Praça Antônio Prado, não deixa de reparar no tumulto e movimentação da hora do almoço, nas engraxatarias que fazem do local algo tão peculiar, na banca de jornal com ar clássico e com os variados tipos de serviços, os restaurantes e, se fechar os olhos, o som de algum músico que se apresenta no centro paulistano.

Um deles é Toninho Nascimento. Pouco à pouco, os andantes param ao seu redor para curtir um pouco de música popular brasileira. Mas ao observar as pessoas, você percebe que algumas são velhas conhecidas do cantor. Algumas, inclusive pedem autógrafo, ao fim de mais uma canção. No entanto, logo se sabe, ele não é um anônimo. Já participou de um programa de TV.

A artesã Rosa Maria, de 51 anos, vem da cidade de Ribeirão Pires para acompanhar o artista, e acredita que talentos como Nascimento deveriam ter mais espaço. “Ele começou aqui no centro. A música está um pouco esquecida, alguém tem dar uma oportunidade.”

Já a aposentada Dione Rios explica que conforme começou a acompanhá-lo passou a ter maior afinidade com o artista. “Eu e meu marido torcemos tanto quando ele estava no programa (ele participou durante 33 semanas do Programa Raul Gil, ainda na TV Record). Daí, a gente começou a ficar amigo. Eu gosto muito de música.”

Mas, além dos conhecidos, existem quem não conhece o artista. Àqueles que não se aproximam do cantor, e a principio estão apenas de passagem. Um deles, um senhor, o qual aparentava mais de 60 anos, se emocionava. Ele ouviu, ficou comovido, demonstrava se lembrar de algo que lhe trouxe muita felicidade, e pareceu não ter mais lágrimas para descrever a alegria que tinha ao acompanhar a sintonia do cantor.


Mesmo assim, não levou nem o CD ou DVD à venda no mesmo local. Só foi embora, e com um olhar, agradeceu as lembranças retomadas.

Sertanejo

Menos de 200 metros depois, você encontra outro cantor. Dessa vez o som é sertanejo e o cantor Fabiano Martins tem direito até a dançarina. Ritinha, que faz seu fã clube. O público chega a ser maior do que da Praça Antônio Prado, no entanto é mais passageiro.

Contudo, o cantor consegue mostrar seu sucesso e faz, inclusive, parte de uma antiga briga do centro da cidade. Ele entrou na justiça para ter o direito de cantar no local. Os questionamentos da Prefeitura são seus amplificadores de som que incomodariam os comerciantes da região. Foi parar no Supremo Tribunal Federal. Mas ele segue cantando, e bem alto "Tá se achando, gostosa, o mulherão...

Cantores nordestinos na Praça da Sé

A Praça da Sé em termos de arquitetura é uma das mais belas. Mas também é nela em que os moradores de rua encontram um último abrigo, durante o dia. Também nela, por vezes aparece a banda nordestina Luar do Sertão. São cinco integrantes, com sanfona, triângulo, chapéu característico, roupa sertaneja, e tudo com a maior boa vontade.

Uma pessoa passa e avisa: “A TV está ali! Vão lá se apresentar!”

O líder da banda, que já havia colocado o chapéu no chão, recebe sua primeira moedinha e desabafa. Depois de cantar “Asa Branca” ele fala da desilusão da fama. “Já fui em um programa na televisão e não ganhei nada. Prefiro ficar por aqui, com quem gosta da gente e nos ajuda de verdade”, encerra.

sábado, 14 de maio de 2011

São Paulo é um lugar de “gente diferenciada”

Da região central aos bairros, a diversidade é a marca da cidade



"Eu não uso metrô e não usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada..."

Declaração de moradora de Higienópolis ao jornal Folha de S.Paulo.
A frase que gerou a polêmica da semana. Logicamente, que alguns moradores com bom senso não questionam a “gente diferenciada” e sim, outros impactos que terão em sua moradia. Porém estes terão que aguentar a piada pronta.


Mas, que vontade de ter passado para comer o churrasquinho que marca o que é a cidade de São Paulo. Um lugar de gente diferenciada. E não adianta fugir. Da zona sul à zona norte, da zona leste à zona oeste, no centro, o que não falta é diversidade (e bota diversidade nisso, desde de moradias a até de pessoas). Por isso a cidade é o que é.

A sorte dos moradores de Higienópolis é morar em uma região que pode ter o privilégio de não querer uma estação.

Imagine só se quem pensa como essa moradora pudesse andar um dia de ônibus pela Estrada do M’Boi Mirim, onde não há linha nem de trem e nem de metrô e a superlotação já é mais do que sofrível. Ou, imagine um dia nos trens oriundos da zona leste com aquele clima gostoso de estar sendo esmagado.

Isso porque o metrô é sinônimo de melhora, conforto, embora seja super-lotado. Imagine se fosse uma linha da CPTM que fosse passar por lá, com os vendedores gritando “olha a bala”, “olha a tabuada” ou “quem quer gaita”. Aí sim, os moradores iriam até às ruas para impedir essa balburdia.

sábado, 7 de maio de 2011

Que fim levou Bin?

Início

Onze de setembro de 2001. A escola Doutor Américo Marco Antônio comemorava o dia do Patrono. Os alunos da quinta série, assim como todos os outros, não tinham a menor ideia de quem era o patrono e nem qual era a importância deste para suas vidas. O que sabiam era de duas coisas: 1) não haveria aula e sim a tal festa. 2) Os alunos foram convocados para a festa.

Aos que faltaram, a expectativa era assistir ao desenho Dragon Ball – Z, que começava a ser transmitido pela Globo, depois de anos de transmissão pela Band. O vilão do desenho era Madin Boo. Mas, ao invés do desenho, quem ficou em casa teve sua primeira aula de história, e passaria a conhecer outro vilão. O vilão do século 21. Osama bin Laden.

Fim

Àquele dia marcava o primeiro capítulo de dez anos. O ataque ao World Trade Center em Nova York, e a confirmação Bin Laden nos livros de história. Decepcionante é saber que Bin estava escondidinho em uma mansão, não tão longe da capital do Paquistão. O grande problema agora é saber realmente o que aconteceu, porque o que não falta são versões e mais versões americanas.

-O corpo foi jogado no mar
- Ele usou sua mulher de escudo. Ele usou uma mulher de escudo. Ele não usou uma mulher de escudo.
-Ele atirou. Ele não atirou, mas estava armado. Ele tinha armas perto dele.
- O corpo foi jogado no mar.

Tudo para que as dúvidas permaneçam e pensamentos conspiratórios aumentem. No entanto, isso também faz parte daquilo que mais gostamos. Pensar e repensar.



Para você, que fim levou Bin?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Comemorações esquisitas

Sábado chuvoso. As pessoas se aglomeram na véspera do Dia do Trabalhador. Um grande cartaz anuncia, o Prefeito estará ai. Devem servir bolos e salgados para animar as pessoas. Todos preparados para escutar uma boa dose de discurso e, além do mais, receber seu prêmio nesta comemoração:

O primeiro carnê do IPTU
É isso mesmo. “Neste sábado os moradores receberão o primeiro carnê do IPTU”, e de alguma forma maluca, a primeira cobrança do imposto se torna festa. Mas com uns bolinhos...

sábado, 23 de abril de 2011

Parabéns jornalistas

Dia 07 de abril, Dia dos jornalistas. Com um pouco de atraso, vai o parabéns para estes sofredores amantes da profissão


Um bolo. Para fazer é preciso comprar os ingredientes, seguir uma receita, colocá-los na medida certa, misturá-los, pôr na forma, depois levar ao forno, cobrir (desde que seja um pouquinho mais caprichado), e finalmente servir na mesa. Sem contar que ainda é preciso lavar tudo, pois esse trabalho faz uma baita sujeira.

Um trabalho que durou algumas horas do dia para se ver o resultado. Eis que chega a visita, experimenta em poucos minutos, e ainda diz: “Ficou um pouco seco né?”

Assim como a vida de uma boleira é a vida do jornalista. Mas não leve a mal. Primeiro de tudo, selecionamos as fontes e informações (ingredientes), ouvimos as várias versões, identificamos o que é verdade e o que não é, para finalmente misturar os dados (escrever, editar, narrar- dependendo da mídia em que sairá a matéria) e enfim, finalizar a matéria.

E essa apuração que levou horas, dias, semanas, ou até muito mais do que isso, é lida em alguns minutos, assistida em poucos instantes, para que ainda surjam comentários do tipo: texto ruim, não gostei da matéria, ou pior, “não gostei do título, vou para a próxima.”

Dramas jornalísticos são os melhores

Muitos dos melhores filmes de comédia, nos últimos anos, têm tratado dos dramas vividos na profissão. Parecem ter encontrado uma medida certa de comédia e drama, devido os tamanhos problemas que enfrentam esses batalhadores da área.

Recentemente foi lançado o filme “Uma manhã gloriosa” que mostra a vida de uma produtora com a difícil missão de levar um programa matinal fracassado crescer em audiência. A forma encontrada: uma boa dose de sensacionalismo, um pouco de humor e uma total repaginada.

O programa de conteúdo jornalístico se torna um show com os repórteres participando das maiores atrocidades. Muito acaba parecido com o movimento em que jornais da TV brasileira estão entrando, mesclando o humor com conteúdo. No filme, o grande problema da produtora é o âncora, que faz da sua vida um inferno.

O filme é da mesma autora de O Diabo Veste Prada, outro longa que mostra uma iniciante na profissão, que aguenta sua terrível chefe para seguir na profissão, enquanto não consegue uma vaga em que seja melhor utilizada.

Por fim, só para finalizar uma pequena lista, o filme Marley e Eu, um dos mais famosos longas a tratar do “melhor amigo do homem”, foca muito na vida dos donos. Um casal de jornalistas que acaba deixando um pouco do que gosta para se dedicar a família. Carreira ou família, ser colunista ou jornalista, o que paga mais?

Parabéns. Todos esses são apenas alguns dos desáfios e questões que fazem dessa profissão uma “metamorfose ambulante” (diria Raul Seixas) uma área sem certezas. Ainda tem a questão ética, a dificuldade de sobreviver, como não deixar sua fonte te dominar, a pressa, a exigência de publicar de imediato, a notícia em primeira mão, etc...

Porém, é essa ampla gama de opções que fazem do jornalismo uma profissão tão apaixonante.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Decadência paulista


De vexames em vexames: O que acontece com o Futebol Paulista?
Caiu o último time paulista da Copa do Brasil. O Santos ainda respira na Copa Libertadores e, caso não se perca como fez o Cruzeiro, tem tudo para chegar a mais uma semifinal. No entanto, o futebol paulista parece estar em baixa e já faz um tempo.

sábado, 16 de abril de 2011

1968 - O livro que não terminou

Livro narra o um ano que modificou a história do Brasil. Mas fica a pergunta: o que aconteceu de tão diferente naquela década para a acomodação da população atual

Retrato de uma época, o livro “1968 – O ano que não terminou” é uma obra histórica, em que o jornalista e escritor Zuenir Ventura conseguiu montar um enredo com os principais temas que delinearam o mais complicado momento da ditadura brasileira, o AI-5 (Ato Institucional Número 5). O texto é narrado num estilo de romance não ficção, no entanto, sem concentrar em poucos personagens, e sim, em várias pessoas que participaram dos diversos movimentos da época.

Estudantes. Um dos movimentos mais respeitados pelo autor, e talvez da época, foi a ação estudantil. Dentre suas mobilizações, eles conseguiram reunir cerca de 100 mil pessoas para uma passeata contra a ditadura no Rio de Janeiro. No entanto, os rachas dentro do grupo também foram responsáveis pelo enfraquecimento e rápido domínio do grupo.

A diferença daquele ambiente é que os estudantes tinham um hábito de leitura muito maior do que é visto hoje. Aliando isso a grande repercussão de obras socialistas e de extremistas, os personagens inspiravam nesses jovens o espírito da revolta.

A revolução cubana ainda era recente, e a burguesia da época inspirava os estudantes. Mas o número de pessoas engajadas era imenso, o que assustou a repressão que foi dura, e resultou no ato que ampliava a ditadura, no final de 1968.

Hoje, é possível encontrar o mesmo cenário, mas de forma bem menos concentrada, como o "Movimente Passe Livre", que embora busque direitos inerentes a todos os usuários, não tem em seus integrantes, as categorias mais necessitadas. Não há operários, pedreiros, ou pessoas com maiores necessidades nesses movimentos.

O livro. O autor utiliza a ordem cronológica do ano para traçar uma rota. O início acontece com os movimentos revolucionários que emergiam com toda a agilidade e pensamento estudantil e que acabam eclodindo na reação militar no fim do ano com a instalação de mais um ato Institucional, o mais repressor de todos.

Dentre os personagens principais, se destacam lideres da ação estudantil como Travassos, Vladmir Palmeira, José Dirceu e Franklin Martins. Dentro do Congresso, a ação do deputado Marcio Moreira Alves, o marcito, que foi usado como bode expiatório para a instalação do ato ditatorial.

Também ganham destaque os militares que aplicaram as mais duras punições. No livro se destacam o presidente Arthur da Costa e Silva, mas principalmente, o Ministro da Justiça Gama e Silva e outros generais que já queriam atos para disseminar o terror como Geisel e Médici.

Os depoimentos colhidos no livro avaliam a ação jovem e a resposta militar, e a forma como o autor conseguiu conduzir a história e narrar os fatos mais importantes do ano, faz com que o leitor consiga entrar dentro do contexto e acreditar que àquela realmente foi uma esplêndida geração.

Mas que foram arrasados por um golpe, de um ano que realmente não terminou, pois sentiram por dez anos o peso da mais absurda repressão.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pesadelos infantis

As dificuldades de uma criança ao dormir


Hora de dormir. Aos sete anos, dormir não é assim tão fácil. É o que acontece com Ailton. Ele está em uma época em que a imaginação cria, transforma e aumenta qualquer pensamento, o que pode ser muito bom ou assustador. Mas, enfim, é hora de se deitar, depois se cobrir, colocar a cabeça no travesseiro, fechar os olhos e esperar o sono vencer. . . . .

sábado, 26 de março de 2011

E a ficha limpa

Ainda não limpou

Na primeira entrevista do novo ministro do Superior Tribunal Federal, o juiz Luiz Fux, disse a Heraldo Pereira, do Jornal da Globo, que suas decisões se baseariam no seguinte: “o que for bom para o Brasil será bom para mim.”

Uma frase muito feliz e que se funcionar vai nortear um bom andamento do tribunal que decide sobre a constitucionalidade das leis.

Eis que vem a tão esperada votação da validade da Lei Ficha Limpa para a eleição do ano passado, aquela que estava empatada em cinco a cinco. E ele voltou no Não.

Eu sei que há motivos para a votação. Alguns até coerentes por sinal. Sei também que o STF não tem a obrigação de decidir baseado na “opinião pública”. Mas, justamente quando você começa a se animar com uma lei que pune um político desonesto, ela é devastada por vários poderes. Fica ou não fica uma chateação?

Que até 2012 exista pelo menos um pedacinho dessa lei ainda em vigor, e que as próximas iniciativas não sejam destruídas pelos recursos, politicagens e afins que atingem a todos os setores do país.

Mas, o melhor é ser cético, e continuar sem acreditar em nada. Ou abstrair os políticos, da mesma forma que eles abstraem da consciência que estão acabando com o Brasil.

sábado, 19 de março de 2011

Qual a sua história com o Cine Belas Artes?

Que Pena...



Pouco se pôde fazer com relação ao Belas Artes. E isso é o que deixa a maior tristeza. Fica a esperança de que não seja um adeus.

Conheci o Cine Belas Artes, somente depois de conhecer a Patrícia, minha namorada. Antes disso, para mim um cinema nada mais era do que um local onde passa um filme, e que deve ser complementado por um Mc’Donalds, ou algum lanche calórico caro e gostoso. Não tão gostoso quanto era o Belas Artes.

Quando fui pela primeira vez, também tinha pouco conhecimento de São Paulo, e não saberia quantificar a proporção da história de um cinema como aquele.

O primeiro filme que assisti ali se chamava Abraços Partidos. Um filme bem recomendado pela crítica, e que faz você ver os créditos anunciarem o fechamento e se perguntar: “Ele é muito ruim, ou será que eu não sei ver um bom filme?”. Espero que seja a primeira opção.

Mas nem um filme horrível estragou o clima que aquelas pequenas salas proporcionavam. Cada sala com o nome de uma grande personalidade da cultura brasileira. O que mais me impressionou foi a vista, que, embora ficasse de costas para a Avenida Paulista, e mostrasse somente uma restrita parte da Consolação - ver janelas que mostram o céu noturno - era demais.

Comer então, nem se fala. Cada salgado tinha um toque pessoal, que parecia ser feito para cada um, como um aperitivo caseiro que acaba de sair do forno. Claro, que a magia não era tão forte, quando percebíamos um cinema cheio, e as pessoas correndo. Mas o lanche, o pão de queijo, e tudo ali, dava um ar tão bom, e a impressão de quer era impossível a noite não ser boa.

O cine Belas Artes ficou longe de ser um cinema para quem gosta de aventuras, alta tecnologia, efeitos especiais e derivados. Mas o espaço era único, era romântico, era pessoal, era amigável. Mesmo depois do primeiro filme ruim, voltamos, e voltamos novamente.

Acompanhamos filmes bons, lançamentos, e outros que chegaram a ser piores do que o primeiro. Mas o Bela era diferente, e é estranho que um cinema de tantos anos tenha conquistado pessoas mais jovens. Talvez fosse a experiência.

De algum jeito, além de ser um marco histórico, ele era a prova de que é possível fazer cultura para as pessoas.

Mas era a prova... Que pena.

Pena também só ter escrito sobre ele quando fechou, mas na esperança de escrever novamente quando ele voltar.

E você: Qual é a sua história com o Belas Artes?

sábado, 12 de março de 2011

A evolução dos Rits do Verão

Não dá para saber quando começou. Só é possível imaginar que não vai acabar



A cada novo ano, novo carnaval, ou novo verão, tão certo quanto às enchentes de início de ano são os “rits de verão”. Este ano, por exemplo, é impossível não pensar em “Vou não, posso, não, quero não, minha mulher não deixa não, quero não, posso não”.

sábado, 5 de março de 2011

As São Paulos dentro de São Paulo

São Paulo é uma metrópole dentro de várias metrópoles. Veja um pouco sobre a cidade que está ao nosso lado, e que muitas vezes fazemos questão de não ver.


Outro mundo. Na região da Luz, enquanto alguns assistem à operas na Sala São Paulo, pessoas vivem em prédios abandonados, casas destruídas e no meio do nada



A região da Luz, que já foi mais do que tema deste blog, em todos os sentidos segue triste e abandonada. Podia ser um dos melhores lugares para se visitar da cidade, mas assusta pela pobreza, miséria, drogas e problemas enfrentados pelos moradores. Mas o mais complexo, e mais tenso é o que está por traz da Luz.

Entre a estação Julio Prestes e Barra Funda, o abandono assusta. Casebres e barracos com vários andares, prédios abandonados que lembram os melhores cenários de cidades fantasmas visto em filmes americanos. A janela do trem passa a poucos metros de toda a deterioração.

E lá você ainda enxerga que tudo aquilo se torna um grande condomínio fechado, de quem não tem o que fazer. São escadas sem paredes, que mostram para quem passa, as crianças seminuas e descalças brincando, mesmo sem ter com o que brincar.

De olhos como os meus que só observam, se assustam, se revoltam. E muitas vezes estão de mãos atadas, pois estão amassados dentro da composição, obrigados a ver o que é a realidade humana. Em meio a isso, está a Sala São Paulo, local reformado e que é palco das principais obras eruditas da cidade.

A dúvida que fica é: Será que não é possível revitalizar essas áreas e dar uma oportunidade social à essas pessoas?

terça-feira, 1 de março de 2011

Vexames são vexames


Poupando ou não os jogadores, se time não se concentrar fica impossível passar por seus fantasmas

No futebol, resultados inesperados, zebras, vexames, fiascos ou como você preferir denominar sempre acontecem. Contudo, a cada momento, um time diferente tem a missão de ser o surpreendido, e consequentemente o mais zoado, e de fazer a festa, pelo menos momentânea, da crônica esportiva.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Transformação por meio da música

Eventos como SWU servem para atrair mais adeptos em prol da sustentabilidade

Dilvulgação
A música, além de entreter, pode ser usada para instruir. Desde movimentos sociais a até causas revolucionárias, as letras de variados estilos, no decorrer da história, trouxeram as mais diversas mensagens e movimentaram diversos públicos.

No século XXI, a vez é do meio ambiente, onde iniciativas mostram que o tema também pode ser abordado de forma sonora. No Brasil, por exemplo, o SWU (Starts With You – Começa Com Você) no ano passado, mostrou que é possível movimentar a juventude.

“Tivemos mais de 7,7 milhões de visitantes únicos em nosso portal, 150 mil seguidores nas redes sociais, com acessos advindos de 149 países, 3.900 participantes do Fórum Global de Sustentabilidade, além de mais de 500 mil views na TV SWU durante sua transmissão”, avalia o Diretor geral do evento Helder Castro.

O show realizado no interior de São Paulo trouxe 74 atrações musicais, 700 músicos nos palcos em mais de 50 horas de música, dentre os quais, muitos já familiarizados com a causa ambiental. “Muitos artistas já são engajados em causas ligadas ao tema, outros se sensibilizaram ao participar o SWU e, tenho certeza, cada vez mais atrairemos artistas simpatizantes à questão da sustentabilidade.”

Devido a proporção e a adesão do público, o SWU deve ter sua segunda edição neste ano. Um atrativo que serve como modo de conscientização é a realização dos shows em cidades do interior. “O modelo dos grandes festivais da Europa e EUA invariavelmente são realizados em cidades fora dos grandes centros urbanos, até mesmo para promover o turismo em regiões diversas e, acima de tudo, possibilitar ao público vivenciar uma experiência inédita”.

Mais informações acesse: www.swu.com.br/pt

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Cinzão

Quando a notícia joga na cara que somos um referencial de pobreza


Quando chegamos à estação de trem, o pensamento pessimista começa a dominar nossa mente. Pois só de imaginar aquele trem cheio, sem ar condicionado, com as pessoas amarrotadas, e completamente abafado, a força para ir contente ao trabalho vai embora. Essa é a rotina do ‘cinzão’.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ilusões de uma revolução

Acabar com um regime ditatorial é fantástico, no entanto é preciso saber que não é a solução de todos os problemas. O Brasil acabou com a ditadura há 20 anos, o que não trouxe os direitos básicos e a igualdade à toda população

Depois de 18 dias de manifestações, o Egito finalmente se viu livre de seu ditador, Hosni Mubarak. Pessoas morreram, vários feridos, mas no fim, o empenho de uma revolução, que usou a internet como instrumento de movimentação, pode ter mudado mais um país árabe. Mas será que mudará mesmo?

A democracia propicia um sistema que traz uma série de benefícios, ou pelo menos temos essa sensação. Logicamente, a liberdade de expressão, de pensamento de expor suas ideias é ampla e este é seu principal ponto positivo. No entanto, ela está longe de garantir os direitos básicos dos cidadãos. Ela por si só não resolve as questões mais relevantes dentro dos problemas da sociedade.

Neste sentido, derrubar um presidente ditador significa uma grande vitória. Mas o resultado dessa vitória só poderá ser entendido em longo prazo. O Brasil há 20 anos eliminou uma ditadura, e, embora tenha avançado em vários setores (principalmente na liberdade de expressão de quem pode se expressar), ainda apresenta problemas primários para um país que quer ser desenvolvido.

Que esta vitória não facilite que outros se apoderem do poder apenas para ter o poder. Que esta vitória seja um marco para que problemas essenciais, aqueles vividos na pele das pessoas, como fome, falta de moradia, violência e corrupção sejam resolvidos.

Mas parabéns pelo começo. Mas que fique claro, é só o começo.

No Brasil

O fim da ditadura nos anos 80 significou que os políticos precisavam de uma forma de se sutentar no poder. O resultado foi uma constituição eficaz em muitos sentidos, mas fraca quando o assunto é punir os homens do poder. Esses eleitos pelo povo podem fazer e desfazer, roubar e desroubar, e ainda com o carimbo da DEMOCRÁCIA.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Os melhores empregos do mundo

Onde dinheiro não é problema!





“Diálogos improváveis”

Depois de conseguir a vaga em um extenso processo seletivo, em que é necessário carisma, investimento, mas, em uma profissão que oficialmente não exige formação superior (nem média), chegam para ver seu novo ofício, vários contratados.


Talvez, um dos principais problemas do trabalho seja a viagem. Ir para outro estado é sempre complicado. Outros dirão que é o uniforme, pois, andar engravatado pode ser muito chato. De imediato vem a dúvida: onde vou ficar enquanto estiver por lá? Claro que um serviço perfeito teria uma hospedagem, mas será que logo no início estará tudo pronto?

“Fique tranquilo, enquanto os apartamentos não ficam prontos temos um de emergência”.
“Nossa! Que consideração”.
Talvez em algumas empresas, hospedagens humildes, com diárias de, quem sabe, R$ 100 à R$ 200 seja o normal. Mas não! Falamos de uma das melhores do país, e um funcionário de respeito e com função tão importante merece uma diária de pelo menos R$ 581,00. Sem contar que é melhor fechar um pacote, um convênio, no geral fica tudo em torno de R$ 195 mil.

“Mas vai demorar para a residência oficial ficar pronta?”

“Não, os R$ 38 mil para pintura já foram pagos”.

“Bacana, agora só falta saber o que faz um deputado!”


Outros empregados


Hora de reencontrar os amigos, e ver os novos companheiros. Mas será que deixaram limpa a piscina para o reencontro?

Claro! “Em janeiro a piscina da casa do bigode foi limpa, e os R$ 200 para o serviço foram pagos”. Lembrando que o Bigode permanecerá.

“Perfeito, agora é só comprar o chá. Traga umas duas mil caixas!”

“Certo. Olha, açúcar temos bastante, mas será que é preciso de adoçante?”
“Não sei. Bom, tem gente nova não é? Na dúvida, traga umas 800 caixas, com o descontinho básico, deve ficar R$ 8 mil.
“Claro, não se preocupe, orçamento é o que não falta, a chefia banca!”.

Pastas

Olha, eu quero uma pasta executiva de couro, na cor verde oliva, com inscrição de ‘presidenta da República’ em dourado. Por favor, não vai confundir com ‘presidente’, é importante para fazer a palavra pegar. Por dentro, o forro em tecido verde, e com duas bolsas internas. Tem como colocar porta caneta? Então também quero! Quanto fica?

Fica em R$ 135 cada.

“Pode fazer. Afinal, tenho os melhores chefes do mundo, que só pensam em mim, e em meus colegas de quatro em quatro anos”.

Este texto é fictício, e por si só, sabe que desta ficção real, todos os partidos fazem parte. Mas estes empregos, sem dúvida, parecem ser os melhores do mundo.

Texto baseado na sessão “Carrinho de Compras” sobre os gastos deste início de ano mostrados pelo Portal Contas Abertas:


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Grupo de ciclistas cria trajetos para viagens



Clube de cicloturismo completa dez anos em 2011 e mostra uma nova forma de aproveitar circuitos fora dos passeios tradicionais
O economista Roberto Cruz, e sua mulher, a executiva pública Ângela Sibinel, aproveitaram as férias para viajar para o Circuito das Águas, região do município de São Lourenço, no Estado de Minas Gerais. Passaram por 14 cidades em um trajeto de mais de 500 km. Desfrutaram de cachoeiras, novos lugares, outras culturas, e tudo, sobre duas rodas. Eles fazem parte do Clube de Cicloturismo, uma instituição que reúne amantes de bicicletas e ambicionados por aventuras.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Áreas de risco de janeiro

Quando viver sempre se torna um perigo

Foto: Cleber Arruda. Blog Mural - Folha de S. Paulo: http://migre.me/3HSyJ

Desta vez janeiro não perdoou e se consagrou como o recorde dos recordes de chuvas em São Paulo. O que deve perdurar por todos os janeiros.

Depois da destruição vista no Rio de Janeiro e em São Paulo, surgem os estudos que comprovam que a situação de risco está em todo o lugar. A cidade de São Paulo, em seu tamanho e com crescimento avassalador sem controle, tem aproximadamente 115 mil pessoas em áreas de risco, segundo o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

Mas o que isso significa?

As pessoas serão transferidas para outras áreas, mas isso, somente na cidade de São Paulo. Algo que é pouco percebido é que os problemas vividos na capital já se estendem por toda a região da Grande São Paulo. Tanto com relação às tragédias, como temos visto todos os dias nas cidades vizinhas como Mauá e Franco da Rocha, como, com relação a outros serviços públicos.

Há áreas de risco no trânsito, em que já não é privilégio somente da cidade de São Paulo. Pouco a pouco, fica mais difícil sair de qualquer cidade para ir para qualquer trabalho. Encontramos congestionamentos até em cidades menores que viram ponto de fuga de pedágios e mais pedágios.

Sem contar as terríveis áreas de risco no transporte. No entanto, só abrimos os olhos em janeiro, porque é quando a tragédia se desenha de verdade e quando passagens aumentam ...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Perspectivas da internet

Redes sociais se destacam e se torna parte importante da vida dos brasileiros


A cada dia a internet está mais conectada com a vida das pessoas. Para muitos, ela causa até dependência ou questionamentos de como era possível viver antes do computador existir. Dentre os principais atrativos, as redes sociais se destacam como presença garantida na vida dos brasileiros.

Segundo a GFK, empresa de pesquisa de mercado, 47% dos brasileiros que usam a internet acessam redes de relacionamento. Delas a mais utilizada é o Orkut, que chega a receber 55 mil recados por minuto. Além de serem fortes formas de entreter, essas redes podem trazer mais conhecimento, comunicação e servir a objetivos sociais.

"Para começar um relacionamento pessoal ou profissional, as pessoas hoje querem ter o máximo de informações prévias sobre nós, contudo, também é preciso ser uma pessoa atualizada”, explica o gerente de redes sociais da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, Vini Dias.

Além de entreter, as redes podem se tornar um canal de informação importante entre os usuários. "Se você foi mal atendido por uma empresa, pode criar ou fazer parte de uma comunidade que alerte outros clientes e usuários sobre eventuais problemas.”

Jovens

Os jovens são potenciais usuários, e, embora o computador seja de grande ajuda aos estudos, pode se tornar um canal somente para esses tipos de site, como no caso do estudante Maxwell Silva. "É simplesmente igual ao oxigênio. Não se vive sem. Normalmente eu entro no MSN e no Orkut e converso. Quando não tem ninguém, vejo um pouco de tv, mas sempre conectado."

A febre das redes sociais está cada vez mais ativa. "Se pararmos para analisar que 63,2% dos usuários do Twitter e 44,7% dos blogueiros ficam mais de 41 horas semanais online e que os brasileiros navegam mais de 22 horas mensais, notamos que as pessoas estão cada vez mais conectadas”, enfatiza Dias ao mencionar dados da E.life, empresa de monitoração de mídias.

Sendo assim, Vini Dias analisa que a internet não aliena, e sim, traz mais conhecimento. "Quem quer informação vai buscá-la em diversos meios, o que é bom para conhecer vários ângulos de uma mesma questão."

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Janeiro: o eterno mês de recordes de chuva

Qual a diferença deste janeiro para o janeiro do ano passado?


Foto: Cleber Arruda - Destruição no Jardim Damasceno, zona Norte de São Paulo. Blog Mural - Folha de S. Paulo: http://migre.me/3HSyJ


Mais uma vez, janeiro abre a temporada de tragédias, principalmente com relação às chuvas. Interessante é perceber que todos os anos a previsão está “acima da média” e ouvimos que choveu “metade do esperado para o mês” em uma noite, e essa é sempre a justificativa para entender as causas para tremendas tragédias.

Mas afinal, qual é o limite, de onde estão partindo essas previsões que não conseguem medir o aumento do volume de água, e muito menos alertar a sociedade a tempo de desastres como aconteceu, de forma mais contundente, no Rio de Janeiro.

Serviço Público?

As emissoras passam constantemente as imagens de todas essas tragédias, e muitas vezes, questionamos se é a melhor forma de fazer uma boa cobertura, ou se tudo não passa de sensacionalismo.

No entanto, às vezes realmente vale. Um exemplo são pessoas que deixaram suas casas que estava em área de risco. Mas isso, só depois que o helicóptero da Band mostrou uma casa desmoronar durante mais de duas horas. Por mais que não seja a melhor forma, pareceu ter prestado o tal do serviço público que é fundamental.

Como foi ano passado

Para ilustrar o mês de chuvas, comparei o texto do fim de janeiro do ano passado com a situação deste mês, apenas para reflexão:

Trechos do texto: Janeiro: Tragédias e quem sabe, um pouco de solidariedade – 01 de Fevereiro de 2010.

1)
Ninguém quer mais saber de chuva.
São Paulo não ultrapassou o recorde histórico de chuvas em janeiro por apenas 9mm. Já foi demais.

As mortes, os desastres, os desabamentos e o congestionamento diário fizeram da cidade um grande piscinão. O Jardim Romano segue a praticamente dois meses alagado.

Em 2011: Os problemas do Jardim Romano foram sanados. O investimento em piscinões parece ter surtido efeito e foi exaltado pela prefeitura. No entanto, bairros próximos, como Itaim Paulista, ainda sofrem com os problemas das enchentes.

2) Muitos moradores ainda não receberam o auxílio da prefeitura.
O prefeito Gilberto Kassab congelou R$ 25,6 milhões destinados a obras nas áreas de risco. Provavelmente a cidade não precisa.

Este ano: Ano passado, segundo matérias publicadas em jornais de São Paulo, a prefeitura transferiu verba do que seria investido em obras antienchentes.

3) As represas estão no limite. Parece que foi ontem, existia um racionamento de água, porque as represas estavam no mínimo de sua capacidade. Hoje, todas estão na capacidade máxima, logo, deveremos ter programa para gastar mais água.


Contudo, mesmo com os excessos de chuva, milhões ficaram sem água por danificações ocasionadas pelas tempestades.

Em 2011: Desta vez, o aumento da água nos reservatórios obrigaram a SABESP a abrir as comportas e liberar uma quantidade extremamente maior de água na Represa Paiva Castro. Resultado: Franco da Rocha foi coberta por uma das piores enchentes da história.

4) “Tenho carro, propriedade, tudo pago. Debaixo d’água. Vou culpar prefeito, governador, presidente? Quando Deus quer as coisas, ninguém desmancha”. Antonio Siqueira, morador do Jardim Romano ao “Jornal Estado de São Paulo”.

Em 2011: Para quem não tem onde morar, explicar que a pessoa está em situação de risco não deve ser fácil, principalmente, se não houver nenhum apoio para a retirada. Fato que parece acontecer em muitos pontos.

5) Rio de Janeiro
Várias pessoas mortas em Angra.

Em 2011: Infelizmente, este ano a tragédia carioca se tornou a maior da história com mais de 600 mortos, com possibilidade de ser contabilizados mais de 1000 mortes até o fim dos serviços de resgate.

Será que é tudo tão imprevisível mesmo?

Final do texto do ano passado e que sempre vale: Alguns ajudam, alguns fecham os olhos como sempre fazem. Outros piores já começam as campanhas eleitorais.

Tragédias trazem sempre aquela comoção natural e o espírito solidário. Quem sabe também um pouco de conscientização também venha junto, e lixo vá paro lixo, e todo aquele papo que todos já ouvimos.

Mas hoje, além da conscientização, a ação precisa ser rápida. A falta de planejamento e a ocupação irregular mostra que cada vez mais vidas serão levadas se nada for feito.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Por que não Amy?

Muitos se perguntam o que tem de legal em assistir uma cantora que corre o risco de estar bêbada, sem fôlego, e sem condições de cantar mais de dez música durante um show. Dos argumentos utilizados pelos pessimistas, um é mais que verdadeiro, o preço de R$ 200 espanta, principalmente, quando as entradas com desconto se esgotam em tão pouco tempo.

No entanto, o show ainda é de Amy Winehouse, e uma comparação feita pelo Jornal Agora é mais do que perfeita, a “Maluca Beleza”. Uma ligação muito inteligente com o histórico cantor Raul Seixas, nosso Maluco Beleza, que em boa parte de sua vida, teve grandes dificuldades com a bebida, inclusive, sendo esta que lhe levou à morte. Mas será que não valeria a pena escutar Raul vivo, mesmo com todos os problemas que ele podia mostrar.

Para quem é fã sempre vale. Confesso que não tenho este apreço pela Amy, mas entendo, perfeitamente, quem gosta, e sei que seria a mesma coisa com cantores de qualquer tipo musical que tivessem as suas deficiências.

A bebida deteriora as pessoas, mas não destrói tudo o que elas podem fazer.

Outra razão para ver o show: "É talvez, a última chance de vê-la viva".

domingo, 9 de janeiro de 2011

Coisas Centrais

Em que lugar você pode encontrar magia, riqueza, miséria, comédia e Deus, e todos, juntos no mesmo lugar?

Bem vindo

Aproveite para criticar, sugerir e ver a vida do modo diferente que ela merece.