sábado, 29 de outubro de 2011

Projetos sociais tentam crescer com a internet

Portais especializados em financiamento coletivo ajudam em uma série de iniciativas

As crianças dançam, fazem coreografias e ficam longe dos problemas encontrados na favela Buraco Quente, Jardim Aeroporto, zona sul de São Paulo. Há seis anos o projeto GodLuvDance trabalha com a dança na periferia, porém, a dificuldade em conseguir recursos e apoio de empresas fez a coordenadora do projeto, Danielle Greco, de 29 anos, procurar outras formas de incentivo.


Catarse.me e Movere.me: Dois dos principais portais para colaboração

E é na internet, por meio de redes denominadas crowdfunding (financiamento coletivo), que ela tenta levantar o valor de R$ 6 mil para a realização do espetáculo ‘O Habitante de Lá’.

Embora ainda não tenha conseguido conquistar os objetivos, ela acredita que as ferramentas auxiliam em ampliar o alcance da mensagem. “O projeto e os envolvidos se tornam bem conhecidos. Isso ajuda na hora de vender o projeto ou então conseguir parcerias”, afirma Danielle.

Ela acredita que a iniciativa se tornou mais visível, o que facilita na mobilização. “Tem ajudado também a contaminar outras pessoas que ainda não conhecem a dança contemporânea.” (Veja o projeto no movere.me: http://migre.me/61hAd)


Projeto de Mobilidade

A jornalista Tatiane Ribeiro, de 26 anos, há muito tempo tinha uma ideia para melhorar o trânsito e o ambiente na cidade. Pensou em criar uma página na internet que oferecesse vagas de emprego perto da residência das pessoas, o que diminuiria o número de viagens feitas durante o dia.

No entanto, ela não sabia como fazer essa ação, até o dia em que viu o anúncio do ‘Festival de Ideias’, com o tema de mobilidade. Foi quando criou o Está na Área. “Não esperava que tivesse a repercussão que teve”, conta.

O concurso tem parceria do Centro Ruth Cardoso com o Catarse, um dos primeiros portais que buscavam financiar ideias por meio da colaboração no Brasil. “O trânsito está se tornando cada vez mais inviável. O objetivo é incentivar as pessoas a recriarem o espaço de trabalho”, explica Tatiane.

Das 364 ideias inscritas, seu projeto ficou entre as 20 finalistas. Agora ela busca conseguir o incentivo por meio do portal. “Com o site de financiamento colaborativo ficou mais fácil de alcançar o público interessado. É importante para que haja a intenção de trazer soluções para a maioria e, assim, a rede cumprir o seu papel.” (Conheça o projeto no Catarse.me: http://migre.me/61hpQ)


Ações na Rede

No portal movere.me, várias ideias tentam ganhar espaço. Ao lado do projeto de Danielle, uma fotógrafa busca arrecadar o valor para fazer um documentário na Índia, ao mesmo tempo, um cantor e um grupo musical tentam gravar seus discos.

O site coloca o projeto e o valor necessário para sua realização, além de um vídeo dos candidatos com a ideia. Para incentivar as doações, cada valor recebido corresponde a uma determinada premiação, como ingressos para o show, camisetas ou a divulgação da marca de quem contribuiu.

Dentre as ferramentas utilizadas para conseguir os valores, ações como links para a divulgação no facebook e twitter ficam disponíveis. “As redes sociais permitem que as pessoas conheçam melhor o que se faz, rápido e resumidamente. Com certeza o apoio se torna mais fácil”, acredita Danielle.

De acordo com o grupo Crowdfunding Brasil, hoje são mais de 15 portais com esta característica em funcionamento no Brasil. Eles auxiliam projetos ambientais, de cultura, sociais, empreendedorismo, entre outros, por meio do financiamento coletivo.

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