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sábado, 15 de janeiro de 2011

Por que não Amy?

Muitos se perguntam o que tem de legal em assistir uma cantora que corre o risco de estar bêbada, sem fôlego, e sem condições de cantar mais de dez música durante um show. Dos argumentos utilizados pelos pessimistas, um é mais que verdadeiro, o preço de R$ 200 espanta, principalmente, quando as entradas com desconto se esgotam em tão pouco tempo.

No entanto, o show ainda é de Amy Winehouse, e uma comparação feita pelo Jornal Agora é mais do que perfeita, a “Maluca Beleza”. Uma ligação muito inteligente com o histórico cantor Raul Seixas, nosso Maluco Beleza, que em boa parte de sua vida, teve grandes dificuldades com a bebida, inclusive, sendo esta que lhe levou à morte. Mas será que não valeria a pena escutar Raul vivo, mesmo com todos os problemas que ele podia mostrar.

Para quem é fã sempre vale. Confesso que não tenho este apreço pela Amy, mas entendo, perfeitamente, quem gosta, e sei que seria a mesma coisa com cantores de qualquer tipo musical que tivessem as suas deficiências.

A bebida deteriora as pessoas, mas não destrói tudo o que elas podem fazer.

Outra razão para ver o show: "É talvez, a última chance de vê-la viva".

sábado, 18 de setembro de 2010

Parabéns TV, melhoras pra você

60 anos de história e poucas mudanças para o futuro. Mas sem dúvida, ainda o mais importante meio de comunicação do Brasil

A televisão brasileira completa 60 anos de vida. Sem dúvida o veículo que melhor se firmou e que tráz as características da cultura brasileira. Mais oral, mais simples, e ainda um pouco aquém do que poderia ser.

Hoje, a televisão tem concorrentes, que ainda não são a altura e nem tem o alcance televisivo. É a internet que facilitou a possibilidade de escolha, o que nos tira do marasmo de se prender a produção televisiva.

Teoricamente, essa nova concorrência faria com que novos formatos surgissem, e até existem algumas ideias, mas ainda vemos canais que não se modificam, ou que se modificam demais. A audiência medida pelo ibope segue sendo o grande peso e a grande medida do que deve entrar ou não, e isso trava a busca pelo novo. O que já é conhecido é mais fácil de ser assistido.

"Existe um grande medo de ousar", disse Marcelo Tás, âncora do CQC, uma das poucas coisas novas da TV.

O que é importante nessa data comemorativa é relembrar o que passou, e principalmente, pensar no que pode melhorar. Será que o brasileiro, realmente, só gosta de Novela, Futebol e Reality Show? As alternativas se esgotaram?

Seguir o pronto é mais fácil, mas uma maior qualidade é possível atingir.

sábado, 11 de setembro de 2010

Por que não um museu?

Museu do Ipiranga, exemplo de patrimônio histórico a disposição dos paulistanos

São Paulo possui uma grande diversidade de programas de entretenimento ao paulistano. Não é preciso viver de shopping, hamburguer e refrigerante, dentro de uma cidade com eventos em quase todas as regiões. Uma dos grandes privilégios da metrópole é ser dotada de uma grande quantidade de museus em um país com pouca cultura nesse sentido. Segundo o Ministério da Cultura, apenas 26,8% das cidades brasileiras possuem um museu.

Ir a um museu é mais barato do que maioria dos programas na cidade. No geral, nenhum deles na capital paulista custa mais do que R$ 6,00 (inteira).

Para o diretor presidente do Comitê Internacional dos Museus no Brasil Carlos Roberto Brandão, estes centros são fundamentais na documentação histórica. “São espaços de memória, que coletam, organizam, preservam e estudam testemunhos da cultura material e imaterial para divulgar à sociedade.”
Ele ainda acredita que, embora ainda seja pouco, o país apresenta um grande crescimento no setor. "Tanto o número de museus, quanto o público que o visita no Brasil têm aumentado consistentemente, mas ainda está abaixo de padrões internacionais e atinge parcela pequena da população.”

Em pesquisa realizada pelo governo denominada “Observatório dos Museus e Centros Culturais” feita em 2006, 54% dos entrevistados disse que a falta de divulgação é o principal obstáculo para as visitas.
A historiadora Adriana Mortara acredita que este seja um grande desafio. "É preciso fazer com que a visita aos museus se torne uma opção de lazer para mais gente. O trabalho é lento e depende do convencimento das pessoas de que o museu é um espaço agradável, de interação social e de aprendizagem para todos", afirma.

Mas, Adriana alerta que não se deve esquecer os objetivos principais ao buscar atrair novos visitantes. " É preciso trazer as pessoas aos museus e de fato oferecer um ambiente agradável de convivência social, mas sem esquecer de sua 'missão'. Devem tomar cuidado para não se tornar um 'shopping center' ou um parque de diversões, que também são espaços de lazer, mas com objetivos diversos."

Bem vindo

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