Dois bons livros sobre regimes ditatoriais foram escritos
por George
Orwell, ainda antes ou quando começava a Guerra Fria. “A Revolução dos
Bichos” e “1984” apresentam as faces dos grandes ditadores e, porque não, dos líderes que agem hoje, mudam
amanhã e reescrevem tudo depois.
São inúmeros os casos em que é possível observar a reescrita
e, por mais estranho que possa parecer, é algo que está vivo até dentro da
democracia.
Entretanto, quando está no poder, os donos têm o direito de
decidir pela privatização. E fazem isso, sempre lembrando que é uma necessidade
e de que será bom para o país. Adeptos do “Esqueçam o que eu disse e pensem no
agora”.
Os benefícios de um regime no qual há liberdade de expressão
é, justamente, poder falar, a imprensa acusar, e todos refletirem sobre o
assunto. Cabe a oposição lembrar o que era dito antes e da mudança de postura.
Descrédito
No entanto, o mundo da política brasileira não consegue
atingir a população. Por mais que os jornais digam, informem, e os partidos de
oposição se rebelem, a última coisa que uma pessoa despreocupada vai se lembrar
é: “Ah, coitado de mim, eles mentiram lá atrás, e agora estão fazendo isso,
tenho que repensar.”
É muito mais importante para quem chega em casa saber se a
Luiza voltou para o Canadá, ou se a história do estupro no Big Brother é real.
Mas esse desinteresse não é errado, é simplesmente a questão de não ter
vontade de saber de um setor que não tem crédito com a população.
A única coisa que importa é o dinheiro no bolso. Se a
economia vai bem, tudo está bem.
Será que vale a pena tentar discutir uma arte tão triste
quanto a política brasileira? Eles perderam o respeito e não sabemos se um dia
vão retomá-lo. O grande problema é que enquanto isso não acontece, eles vão
reescrever e reeditar a história, quantas vezes quiserem.
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